terça-feira, 9 de maio de 2017

Por dentro da CET: o dia-a-dia na oficina das viaturas

Viatura da CET em manutenção


Mecânica de veículos leves e pesados, borracharia, elétrica, funilaria, retífica, tapeçaria e pintura. As 1.048 viaturas que compõem a frota da CET dispõem de uma oficina completa. Própria, ela funciona como a engrenagem de um motor, com setores trabalhando em cadência precisa.

No Departamento de Oficinas de Veículos, ligado à Gerência de Administração da Frota, o maior desafio é lidar com questões como disponibilidade e conciliação de custos, ou seja, disponibilizar o maior número de viaturas possíveis, ao menor custo e em tempo hábil, suprindo as demandas de toda a Companhia.

Dentre os modelos presentes na frota da CET, há 262 veículos leves, 271 pick-ups, 301 motocicletas, 23 caminhões, 31 guinchos (leves/médios/pesados), 144 vans leves, 15 furgões/vans e um ônibus.

Além de revisões e manutenções em geral, a oficina conserta viaturas acidentadas e/ou que tenham sofrido vandalismo. Em 2016, houve 392 atendimentos desse tipo.

Além de arruelas e parafusos

Usineiro Carlos Adalberto
Usineiro criativo, Carlos Adalberto inventa peças e recupera discos de freio


Encarregado José Eduardo Lima e Silva
Setor de motos











A especificidade dos serviços requer 45 agentes de manutenção dedicados às mais diversas frentes de trabalho: são borracheiros, funileiros, mecânicos, tapeceiros e até usineiro quando necessário. Torneiro mecânico, Carlos Adalberto Bortolozo se especializou em usinagem. Ele inventa instrumentos conforme a necessidade da oficina.

Uma de suas invenções é o que batizou de sacador de rolamento. “Como o mercado não dispunha, criei a ferramenta para extrair rolamento do eixo de câmbio sem ter de serrá-lo nem tampouco danificá-lo. Facilita no dia-a-dia”, explica.

Outra atividade é a limpeza e recuperação de discos de freio. Quando estão no almoxarifado, os tambores estão tinindo para um novo uso. Ali, outras peças e materiais ficam em estoque: arruelas, parafusos, diferencial de pick-up (maior peça), pneus, lubrificantes, tintas, lâmpadas e filtros, entre outros itens, dividem as prateleiras.


Paixão sobre 2 rodas - Apaixonado por motos, José Eduardo Lima e Silva é o encarregado no setor delas. Das 301 que a CET possui, “meu xodó são três Honda CB500, pilotadas pelos agentes que acompanham cargas superdimensionadas. São as maiores, têm 10 anos e estão bem conservadas. Cuido pessoalmente. Serviço de motor e mecânica pesada é só comigo”.

E sobre 4 também - Agente de transporte, Sérgio Luiz Barbosa é motorista profissional há 30 anos. Ele diz que, hoje, as viaturas são melhores: “Têm ar-condicionado, direção hidráulica; é mais conforto para encarar seis, sete horas de jornada diária no trânsito.”

Na sua rotina, situações corriqueiras como lentidão e motorista nervoso não o tiram do sério. Precavido, costuma levar um “kit de emergência” no porta-malas da viatura: “Carrego chave de fenda, alicate, arames e fita isolante. Mesmo não sendo meu papel, se estou numa viatura caracterizada e vejo alguém em apuros por veículo quebrado ou acidente, eu paro e tento ajudar”, explica.

Faz isso por consciência e satisfação: “No trânsito e a favor da CET, pequenas atitudes têm seu valor e fazem, sim, muita diferença.”

Raio-X da frota
  • 1.048 veículos
  • 14 milhões de km rodados só em 2016
  • Média de 30 manutenções/dia 
  • 87 pessoas, incluindo 45 agentes de manutenção, trabalham no setor. 
Curiosidades:

Todas as viaturas são lavadas com água de reuso (água pluvial é captada por um sistema de duas caixas com 35 mil litros de capacidade)

De tão popular, a viatura VW Gol CL 1.6, usada pela CET-SP durante anos, foi citada na série de fascículos Veículos de Serviço do Brasil, lançada em março de 2017. O modelo virou mini viaturas, e as réplicas acompanham o fascículo. A produção é de uma editora privada.

Reportagem e fotos: Tatiane Miashiro, jornalista na CET São Paulo (Mtb. 33.274)