quinta-feira, 30 de abril de 2015

Operação Frente Segura - CET implanta quatro bolsões de espera para motos e bicicletas na Avenida Engenheiro Caetano Álvares

Para melhorar a segurança de motociclistas e ciclistas, a CET vem implantando uma sinalização horizontal que delimita uma área exclusiva de espera para motos e bicicletas. Esta iniciativa faz parte da chamada Operação Frente Segura, lançada em abril de 2013 para criar uma área de acomodação mais segura para os veículos sobre duas rodas, ao pararem para aguardar a abertura do semáforo. Com estas implantações a cidade passará a contar com 187 bolsões na cidade.

Na próxima segunda-feira (04/05) serão ativados quatro novos bolsões em cruzamentos da Avenida Engenheiro Caetano Álvares:
  • Avenida Engenheiro Caetano Álvares com Rua Padre Venâncio de Resende
  • Avenida Engenheiro Caetano Álvares com Rua Elias Gannam
  • Avenida Engenheiro Caetano Álvares com Rua Baia Formosa
  • Avenida Engenheiro Caetano Álvares com Rua Zilda
Além da sinalização de solo característica (pictogramas de bicicleta e motocicleta pintados no asfalto), a caixa de acomodação – que está situada entre a faixa de pedestres e os automóveis parados no vermelho do semáforo veicular - tem sua sinalização reforçada com placa educativa, evidenciando que ali é um espaço para a espera de motos e bicicletas. Serão implantados 307 m² de sinalização horizontal e 3 placas.

Atenção aos vulneráveis
Os pedestres, ciclistas e os motociclistas são os agentes de trânsito mais vulneráveis a acidentes quando o assunto é Segurança Viária. Em 2012, das 1.231 pessoas que perderam a vida, vítimas de ocorrências fatais no sistema viário, 540 (43,8%) eram pedestres, 438 (35,5%) conduziam motocicleta e 52 (4,2%) estavam pedalando.

Os locais para implantação da Frente Segura são escolhidos, basicamente, em função do volume considerável de motocicletas e bicicletas que passam pelas vias e conflito veicular, incluindo-se aí o critério da Segurança Viária.

A iniciativa da Frente Segura tem como objetivos:
  • Proporcionar maior segurança para as motocicletas e ciclistas, diminuindo o conflito com autos no momento da largada no verde do semáforo;
  • Aumentar o respeito das motos à linha de retenção e à faixa de travessia;
  • Dar maior visibilidade às motos junto às travessias de pedestres;
  • Diminuir o número de acidentes envolvendo motos, ciclistas e pedestres no cruzamento.
A primeira caixa de acomodação foi implantada na extremidade do Viaduto do Chá, no cruzamento com a Rua Xavier de Toledo, no final do mês de abril de 2013. Vale lembrar que essa sinalização, que ainda é novidade no trânsito paulistano, já vem sendo usada com êxito em cidades espanholas como Barcelona e Madri. Em Barcelona, foi testada em três cruzamentos em 2009 e, posteriormente, expandida para outros locais. A autoridade de trânsito de Barcelona, onde as motos são 29% da frota de veículos, avalia que a área de espera exclusiva para motos diminuiu em 90% o risco de acidentes com motos nos cruzamentos daquela metrópole.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

As cidades mais congestionadas do mundo (São Paulo não está entre as 10)

Num ranking das 146 cidades do mundo com mais de 800 mil habitantes e os piores congestionamentos, a capital paulista está na 36ª. posição, ou seja, bem distante das metrópoles aonde os problemas de trânsito são percebidos como mais críticos. Se considerarmos apenas o cenário nacional, São Paulo aparece em 5º. lugar, ainda melhor se comparado a outros centros urbanos como Rio de Janeiro, Salvador e Recife, que ostentam respectivamente o 1º., 2º. e 3º. lugares em território brasileiro. A avaliação consta na pesquisa divulgada no final de março pela fabricante holandesa de GPS, TomTom. De acordo com o estudo, o paulistano perde, em média, 77 horas por ano em engarrafamentos contra 99 horas perdidas pelos cariocas e 93 horas gastas pelos baianos, por exemplo. Mas, atualmente o lugar de pior trânsito no planeta, segundo a análise europeia, é Istambul, na Turquia.

A colocação de São Paulo na lista se deve, em grande parte, aos investimentos em mobilidade urbana que vêm sendo feitos pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMT), nos últimos dois anos. Antes de 2013, a cidade só dispunha de 90 km de faixas exclusivas para ônibus. Hoje, são 475,4 km de pistas exclusivas, dos quais 385,4 km implantados pela atual gestão. Além de priorizar os coletivos, outra frente de esforços se volta para os meios de transporte não motorizados. É o caso das bicicletas: antes de meados de 2014, existiam apenas 63 km de ciclovias; hoje, a malha para os ciclistas pedalarem por São Paulo já soma 268,9 km, dos quais 205,9 km sinalizados entre junho de 2014 e abril de 2015.

Essas duas iniciativas - associadas a outras como a discussão e elaboração do PlanMob (Plano Municipal de Mobilidade de São Paulo), a criação do fórum democrático representado pelo Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), a implantação de projetos diversos de Engenharia e Segurança de Tráfego, etc. – integram uma política de valorização do compartilhamento do espaço urbano, respaldada em uma mudança necessária de cultura no sentido de dar primazia ao transporte público e às alternativas que possam ser implementadas. Conheça mais detalhes da pesquisa holandesa neste infográfico.

Veja este mapa no link acima.

Região do Cursino ganhou ciclovia com 700 metros de extensão no sábado (25)

Desde sábado (25), a cidade passa a contar com 268,9 km de vias destinadas aos ciclistas. A CET entregou um novo trecho de ciclovia aos moradores da região do Cursino, Zona Sul da Cidade. O percurso, com 700 metros de extensão, funcionará na Rua Santa Cruz, entre a Avenida Ricardo Jafet e a Rua Pedrália. No futuro fará conexão com as ciclovias Ricardo Jafet e Dom Bernardo Nogueira, na Vila Gumercindo.

Do total de ciclovias existentes na cidade, já foram entregues 205,9 km desde junho de 2014. Antes, São Paulo possuía 63 km. A meta da Prefeitura é viabilizar uma malha de 400 km até o fim de 2015.

O novo percurso é bidirecional, ao lado da calçada (à direita). Na demarcação estão sendo usados, aproximadamente, 2.100 m² de sinalização horizontal, 72 placas de trânsito indicando “Circulação exclusiva de bicicletas” e placas de regulamentação e advertência.

Haverá travessia rodocicloviária no cruzamento da Rua Santa Cruz com as ruas: Breno Ferraz do Amaral, Monsenhor José Maria Monteiro, Isaura Abad Giacomelli, Major Sucupira, Dom Sebastião do Rego, do Arraial, Engenheiro Américo de Carvalho Ramos, e Poti.

Ciclovia Rua Santa Cruz